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5/3/2009
Fast Fashion : Mocinho ou Vilão? - Por Evelyn Bonorino
O que envolve o fenômeno que acelerou o ciclo de consumo de moda?
O fast fashion é um movimento que identifica, produz e distribui em tempo recorde produtos com preços acessíveis e design atualizado.

Seus produtos foram rotulados por muitos como a moda “descartável”, por conta da falta de qualidade em seus acabamentos e materiais. Para outros, foi classificado como a moda “acessível”, pois permitiu uma espécie de inclusão social, pelo design atualizado. É impossível ficar “fora da moda” graças a ele.

Mas ele é um mocinho ou um vilão?
A positividade do fenômeno é clara, nos últimos anos ocorreu um grande aumento de ofertas de empregos em todo sistema que envolve o segmento moda. Entretanto, o ponto negativo vem da própria indústria, pois foi denunciado o trabalho escravo em países como China e Índia.

Já outra negatividade do movimento só foi delatada algum tempo depois, quando foi percebido que o destino dessas roupas após o uso não eram os brechós, mas sim o lixo comum, nada seletivo e altamente poluente.
O que pode ser feito na tentativa de minimizar essa questão?
É fato que tal movimento não vai “murchar” totalmente por conta de denúncias, o que importa é reconhecer que na ponta final ainda pode-se realizar algumas ações, tais como:
Campanha de Doação - Não vão faltar receptores para esses produtos. Evitar a sazonalidade (inverno, enchentes etc…) e contar com grandes centros de visitação (shoppings e supermercados) são determinantes para exercitar o hábito de doar.
Coleta de Lixo Têxtil - Muitas associações já trabalham com esse material. Algumas vezes ficam carentes deles, pois não contam com a organização do sistema público. Na França segundo Lylian Berlim (coordenadora do curso de pós-graduação de Design de Moda da UNILASALLE - www.unilasalle.com.br ), além da coleta seletiva existem regras rigorosas que caso não sejam cumpridas geram até multa.
Escambo - Promover eventos onde não se usa a moeda para trocar produtos com certeza suavizará o movimento. Recentemente foram promovidos encontros desse tipo aqui no Rio de Janeiro que foram o maior sucesso! Uns levam roupas, outros guloseimas, alguém cede o espaço da casa e pronto!
Dando uma guinada para os varejistas de pequeno e médio porte, me ocorreu que dentro desse movimento, que sem querer eles se envolveram (o fast fashion só pode ser praticado por grandes varejistas), em competitividade de preço e atualização, repasso umas dicas: Faça uma reeducação quantitativa da sua grade e repense sobre a variedade da sua cartela de cores. O resultado será o estoque zerado!
Aproveite para ler o trecho do texto que eu falo sobre a moda Sem Estação.
Para pensar: Suzy Menkes editora do International Herald Tribune comentou que “toda moda é gerada a partir da cultura do momento” o que faz pensar que atualmente cultuamos necessidades que estruturam muito bem o fenômeno fast fashion.
Fonte: www.modalogia.com.br
| EMPREENDER OU TRABALHAR? EIS A QUESTÃO |
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Muitas pessoas trabalham apenas para não faltar dinheiro no final do mês e conseguir sanar as dívidas. Por outro lado, outras fazem isso para ter prazer, sentir-se bem e empregar seus talentos para a realização de algo extraordinário e, obviamente, para ter uma rentabilidade financeira.
Recordo-me do professor e sociólogo Domenico De Masi, que tem escrito na tela do seu computador a frase: "O homem que trabalha perde tempo precioso". Quem disse isso trabalhava praticamente 20 horas por dia. Possuía mais de cinco tipos de trabalho, era professor, diretor de uma empresa, consultor, escritor de livros e artigos, entre outras atividades.
O lema do professor De Masi sintetiza a mudança do perfil do profissional da era industrial para a era da informação que vivemos hoje. Quem souber libertar-se da idéia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo, com as atividades físicas e com os momentos de descanso, conseguirá empreender com qualidade e destacar-se no mercado de trabalho.
Como o Dia do Trabalho está logo ai, tem uma pergunta que não me cala: "Trabalhar ou Empreender? Eis a questão..."
Trabalhar é ocupar-se em algum mister, ou seja, alguma profissão, esforçar-se para fazer ou alcançar alguma coisa, estar em funcionamento, empregar esforços, delinear através de exercícios físicos.
Para os gregos, trabalho tinha uma conotação estritamente física e representava toda atividade que fazia suar, com exceção do esporte. Quem trabalhava, isto é, suava, ou era um escravo, ou era um cidadão de segunda classe. As atividades não-físicas (a política, o estudo, a poesia, a filosofia) eram "ociosas", ou seja, expressões mentais, dignas somente dos cidadãos de primeira classe.
A sociedade pós-industrial oferece, no entanto, uma nova liberdade, em que é possível empreender utilizando a mente criativa como ferramenta de trabalho. Essa que era estritamente reservada aos aristocratas. Atualmente as grandes corporações pagam fortunas para os gurus, consultores e palestrantes filosofarem e contribuírem com a mudança mental e as estratégias organizacionais.
Empreender é fazer acontecer, propor-se realizar algo diferente, inovador, criar uma oportunidade, ousar, desafiar, investir, correr riscos calculados, explorar algo que já existe para formatar algo novo.
Você pode se perguntar: "Está bem, e o empreendedor não precisa trabalhar, e muito?" Claro que precisa, e principalmente necessita de tempo para inovar e ousar. O bom empreendedor é um bom trabalhador.
Na mais nova sabedoria das ações do empreendedor, tem que estar presente trabalho, aprendizado, descoberta, desenvolvimento, inovação, superação e realização.
Algumas vezes pensamos que estamos ociosos, mas são nesses momentos que surgem os famosos insights, as brilhantes idéias. Uma dica importante é você sempre andar com um caderno para fazer as anotações dos seus insights. Pesquisas comprovam que a velocidade do pensamento é no mínimo três vezes mais rápida que a velocidade da fala, então aproveite seus pensamentos antes que eles desapareçam.
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| FMU PROMOVE EXPOSIÇÃO 'MODOS DA MODA' |
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A exposição entra em cartaz dia 07 de maio, na Reserva Cultural, com uma seleção das melhores fotos dos ensaios fotográficos produzidos por alunos de cursos de Gestão e Criação em Moda da UNIFMU. A Coordenação do curso é de Romy Tutia.
Estudantes e profissionais da área de Moda se unem para trazer ao público este material fotográfico, resultante dos estudos e pesquisas da disciplina Produção de Moda ministrada pela professora e curadora Jô Souza. O universo do cinema foi escolhido por seu imenso e diversificado repertório de imagens, símbolos e idéias.
A exposição tem como objetivo trazer visibilidade à qualidade dos trabalhos executados pelos alunos e salientar a importância da mídia editorial para a área da Moda, meio este que vem se destacando como ferramenta de comunicação de diversas marcas do setor.
A Reserva Cultural, que abriga a exposição, é reconhecida como espaço de cinema e integração social, oferecendo a seus freqüentadores uma programação alternativa de alto nível.
A exposição estará à mostra de 07 a 29 de maio de 2009, das 10h00 às 23h00, gratuitamente.
O espaço fica em São Paulo, na Avenida Paulista, 900, entre as estações Trianon-Masp e Brigadeiro do metrô. | |
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